<T->
          LNGUA PORTUGUESA
          BEM-TE-LI -- 3 srie
          Ensino Fundamental
          
          Angiolina Bragana
          Isabella Carpaneda

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Segunda Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2007 --

<P>
          (C) Copyright Angiolina 
          Domanico Bragana, Isabella 
          Pessoa de Melo Carpaneda, 2005

          ISBN 85-322-5509-4

          Editora: Maria Ceclia Mendes de Almeida
          Editora assistente: Helena de Brito
          Coordenao: Snia Oddi

          Todos os direitos de edio 
          reservados  EDITORA FTD S.A.

          Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 (Bela Vista) So Paulo -- SP
          CEP 01326-010 
          Tel. (11) 3253-5011
          Fax (11) 3284-8500 r. 243
          Internet: ~,http:www.ftd.com.br~,
          ~,E-mail: portugues@ftd.com.br~,


<P>
                                I
 Sumrio 

<R+>
<F->
Segunda Parte

Unidade 6

Leitura 1: Planeta 
  gua :::::::::::::::::::::: 137	
Leitura 2: H;O benta :::: 148	
Leitura 3: Foto --
  "Caminho de toras 
  na Amaznia" ::::::::::::: 149 	
Gramtica: Pronomes 
  pessoais do caso reto e 
  do caso oblquo ::::::::::: 150	
Produo ::::::::::::::::::: 158
Leitura 4: Cartaz :::::::: 159	

Unidade 7

Leitura 1: Sumrio 
  de livro :::::::::::::::::: 164
Leitura 2: Dedicatria 
  de livro :::::::::::::::::: 166	
Leitura 3: O patinho 
  realmente feio :::::::::::: 167	
<p>
Leitura 4: Quarta 
  capa de livro ::::::::::::: 172	
Produo ::::::::::::::::::: 173	
Ortografia: Palavras 
  com *x* ou *ch* ::::::::::: 179	

Unidade 8

Leitura 1: Menina 
  {" meninos :::::::::::::::: 182
Produo ::::::::::::::::::: 195
Gramtica: Adjetivo 
  e locuo adjetiva :::::::: 200	
Leitura 2: Tela :::::::::: 206	

Unidade 9

Leitura 1: O dirio 
  (nem sempre) secreto
  de Pedro ::::::::::::::::: 208
Ortografia: Palavras 
  com *lh* ou *l* ::::::::::: 226	
Leitura 2: Dirio :::::::: 227	
Produo ::::::::::::::::::: 232
Gramtica: Numeral :::::::: 233
<F+>
<R->

<93>
<Tbem-te-li 3 srie>
<T+137>
Unidade 6

Antes da leitura

<R+>
<F->
  Responda oralmente.
 a) Quais as utilidades da gua?
 b) Que contato voc teve com a gua, hoje?
 c) Quando vocs pensam em *gua*, qual  a primeira palavra que lhes vem  cabea? 
 d) E qual a primeira imagem?
<F+>
<R->

  Conte para os seus colegas e professor em que parte do Brasil tem:
<R+>
  muita gente e pouca gua doce.
  pouca gente e muita gua doce.
<R->

<94>
Leitura 1
 
Planeta gua

<R+>
<F->
gua que nasce na fonte serena do mundo,
E que abre um profundo groto, 
gua que faz inocente riacho
E desgua na corrente do ribeiro.
guas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao serto,
guas que banham aldeias
E matam a sede da populao.
guas que caem das pedras
No vu das cascatas, ronco de trovo;
E depois dormem tranqilas
No leito dos lagos, no leito dos lagos.
gua dos igaraps onde Iara, me-d'gua,
 misteriosa cano.
gua que o sol evapora, pro cu vai embora,
Vira nuvens de algodo,
Gotas de gua da chuva,
Alegre arco-ris sobre a plantao.
Gotas de gua da chuva, to tristes, 
So lgrimas na inundao.
guas que movem moinhos,
So as mesmas guas que encharcam o cho,
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra, pro fundo da terra.
Terra, planeta gua, Terra, planeta gua,
Terra, planeta gua.
<F+>
<R->

Guilherme Arantes

<95>
Outra maneira de ler

  Cante com seu professor e colegas a msica "Planeta gua". Procure saber se algum colega da sala possui o disco para que a turma possa ouvir e cantar.

Explorao escrita

<R+>
1. Na sua opinio, por que o autor  repete vrias vezes a frase "Terra, planeta gua"? 
 2. Para dar mais expressividade  letra da msica, o compositor d caractersticas de seres 
<p>
  vivos a vrias coisas. Veja um exemplo: 
<R->

"gua que faz *inocente* riacho".

<R+>
Troque idias com seu professor e colegas, encontre outros casos no texto e copie.
<R->

<R+>
3. Converse com seu professor e colegas e explique o que significam os versos abaixo.
 a) "guas escuras dos rios 
 Que levam a fertilidade ao serto," 
 b) "guas que banham aldeias
 E matam a sede da populao." 
<R->

<96>
<R+>
4. Observe a descrio da foto e transcreva do poema o trecho que representa a idia contrria a ela. Justifique a sua escolha.

_`[{um homem, com uma criana no colo, caminha por um terreno seco e rachado_`]
<p>
5. Observe a fotografia e transcreva a parte do texto que se refere a ela.

_`[{uma cachoeira e as corredeiras formadas por suas guas_`]
 
6. Retire do texto dois trechos que mostram a contribuio da gua para o ser humano.

<97>
7. Discuta com seu professor e colegas e escreva os cuidados que devemos ter para preservar os mananciais.

 8. Leia e responda.
<R+>

<F->
"guas que movem moinhos,
So as mesmas guas que encharcam o cho,
E sempre voltam humildes 
Pro fundo da terra, pro fundo da terra.
Terra, planeta gua, Terra, planeta gua,
Terra, planeta gua."
<F+>
<R->

  Por que a palavra *terra* aparece escrita no texto ora com letra maiscula, ora com letra minscula?

A palavra e o contexto

1. Leia.

<R+>
"E que abre um profundo 
  *groto*,"
<R->

  Agora, copie a palavra destacada e, ao lado, a alternativa que representa o significado dessa palavra. 
<R+>
 a) caverna natural
 b) grande abertura produzida pelas enchentes na ribanceira ou na margem do rio
 c) poo artesiano

2. Pesquise em enciclopdias ou dicionrios quem  *Iara, me-d'gua*.
 3. Procure no dicionrio o significado de *igarap* e copie-o.
<R->
<p>
<98>
  Agora, observe a descrio da foto de um *igarap*

<R+>
_`[{um homem numa canoa, rodeado por uma grande exteno de gua e mato._`]

4. Leia

 "gua que o sol *evapora*, pro cu vai embora, 
 Vira nuvens de algodo,"

 a) escreva com que sentido a palavra destacada foi usada no texto.
 b) O mesmo trecho poderia ter sido escrito assim:

 gua que o sol transforma em vapor, pro cu vai embora, 
 Vira nuvens de algodo,
<R->

  Na sua opinio, por que o autor preferiu escrever da forma que fez?

<R+>
5. Leia as frases e copie a que tem a palavra destacada no mesmo sentido em que foi usada no texto.
 a) Esse hospital s tem um *leito* vago.
 b) O *leito* do rio Amazonas  navegvel.

6. Reescreva a frase usando um sinnimo para a palavra destacada.

 "So as mesmas guas que *encharcam* o cho,"
<R->

<99>
Vamos recordar

  Leia e copie os verbos dos textos a seguir.

A -- 
 Um ser quase aqutico

  A gua tambm constitui 70% do corpo humano. Dentro dele, ela transporta alimentos, resduos e sais minerais; lubrifica tecidos e articulaes; leva oxignio para o interior das clulas e regula a temperatura.
  Resumindo,  a gua que faz com que o corpo funcione bem. Por dia, um adulto elimina trs litros de gua pela urina, suor e respirao. Por isso, todo mundo deve beber muita gua para repor o que perdeu.

B --0
 Planeta Terra, planeta gua

  Voc j viu uma fotografia do nosso planeta visto de cima? Bem, ele  azul. E o motivo disto  que 70% dele  feito de gua. A Terra  o nico planeta do sistema solar que tem gua em estado lquido. Em Vnus, que  mais perto do Sol que a Terra,  to quente que a gua evaporou completamente. Em Marte, que fica 
<p>
mais longe do Sol, a gua virou neve e gelo. 

<R+>
*Correio Braziliense (Correio da Galera)*, 15/11/98.
<R->

  Compare o seu trabalho com o de um colega e reformule o seu, se achar necessrio.

<100>
Pesquise

  Seu professor vai organizar, junto com a classe, uma apresentao de trabalhos e msicas sobre a gua para os colegas de outras turmas. Esse trablho tem por objetivo chamar a ateno das pessoas sobre a necessidade de se preservar a gua do nosso planeta.
  A classe ser dividida em grupos. Cada um deles ficar responsvel por pesquisar em livros ou na Internet um dos assuntos abaixo:
<R+>
 Grupo 1 -- Quantidade de gua do nosso planeta.
 Grupo 2 -- Ciclo da gua.
 Grupo 3 -- Importncia da gua para os seres vivos.
 Grupo 4 -- Como preservar a gua do nosso planeta.
<R->
  As equipes formadas tero 15 minutos para expor o seu tema, por isso as informaes coletadas devem ser resumidas.
  Durante a apresentao, podero mostrar cartazes com desenhos, fotos ou gravuras, apresentar jograis, notcias de jornal, poemas, grficos, etc.
  No final de cada exposio, os componentes do grupo devero cantar uma msica por eles selecionada.
  Combinem a data e o local da apresentao e elaborem os convites.
  
Na Internet

  Neste *site* voc encontrar mais informaes sobre a gua: ~,www.cesp.com.br~,
  
<101>
Leitura 2

H;O benta

<102>
Explorao escrita

<R+>
  Responda.
 a) De que outra forma podemos escrever H;O benta?
 b) E, na sua opinio, qual foi a inteno dos autores ao usar, no    
 poema, o smbolo H;O em vez da palavra *gua*?
 c) O que  gua-benta?
<R->

Leitura comparada

<R+>  
1. Responda.
  O que h em comum entre os textos "Planeta gua" e "H;O benta"?
 2. Observe o grfico e, oralmente, relacione-o com a msica "Planeta gua".	
<R->

<R+>
_`[{grfico adaptado. Planeta Terra = #:d de gua e #,d de terra_`]
<R->
<p>
*Dicas de leitura*

<R+>
 *A gua do Planeta Azul*
 Fernando Carraro -- Editora FTD
  *Cantos de encantamento*
 Elias Jos -- Editora Formato
  *Coleo Vida livre*
 Editora FTD
<R->

<103>
Leitura 3

<R+>
_`[{foto de um rio com seu leito coberto por troncos de madeira_`]
<R->

<R+>
Caminho de toras na Amaznia
 Troncos de rvores entopem 
  igaraps
<R->

  O solitrio barquinho do caboclo ficou sem espao para atravessar rios e igaraps na Amaznia.
  Servindo de escoadouro para as madeireiras da regio, as "estradas de guas" carregam milhares de troncos de rvores nativas. A imagem  um dos sinais para o incio das queimadas na Amaznia, prtica condenada pelos ecologistas.

Revista *Caras*, n.o 41.

<104>
Gramtica

1. Leia.

Grandes rios brasileiros

<R+>
_`[{mapa mostrando a localizao de alguns rios brasileiros: 
  Amazonas, Negro, Solimes, Tocantins, Araguaia (Regio Norte); Parnaba, So 
  Francisco, (Regio Nordeste); Meia Ponte, Corumb, Paran, Paraguai (Regio Centro-Oeste); Tiet (Regio Sudeste); Tibaj,   Guaba (Regio Sul)_`]
<R->

  Brasil  um pas de sorte, pois tem grandes rios. No entanto, 
 *eles* esto todos doentes, em maior ou menor grau. Lixo, resduos qumicos e esgotos so lanados no rio, diariamente, poluindo-*os*.

<105>
  Observe as palavras destacadas e responda.
<R+>
 a) *Eles* e *os* substituem que palavras?
 b) Por que houve essa substituio?
<R->

<R+>
2. Observe o quadro de pronomes pessoais.

Pronomes pessoais do caso reto

 Singular
  #,a pessoa: eu 
  #;a pessoa: tu 
  #:a pessoa: ele, ela
 Plural
  #,a pessoa: ns  
  #;a pessoa: vs  
  #:a pessoa: eles, elas 
<p>
Pronomes pessoais do caso oblquo 

Singular
  #,a pessoa: me, mim, comigo  
  #;a pessoa: te, ti, contigo  
  #:a pessoa: o, a, lhe, se, si, consigo 

Plural
  #,a pessoa: ns, conosco  
  #;a pessoa: vs, convosco  
  #:a pessoa: os, as, lhes, se, si, consigo 

3. Leia o texto e reescreva-o no seu caderno substituindo a palavra repetida, desnecessariamente, por um pronome.
<R->

  A gua  a substncia mais abundante da natureza, mas nem por isso a gua est sobrando. Quase toda a gua  salgada e  encontrada nos mares e oceanos.
<p>
4. Observe a descrio da foto e 
  leia.

<R+>
_`[{um beb ainda no tero materno_`]
<R->

  Durante os nove meses de gestao, o beb fica no tero materno, cercado por um lquido especial, chamado amnitico, que envolve o beb e protege o beb at a hora do seu nascimento.
  Que palavra foi repetida, desnecessariamente, no texto?
 
<106>
<R+>
5. Descubra uma forma de reescrever o texto, eliminando as palavras repetidas, deixando-o mais objetivo, mais agradvel de ler.
<p>
 6. Leia a receita e responda.

Uma receita de dar gua na boca

Ingredientes

<R+>
  uma lata de leite condensado
  suco de fruta de sua preferncia
<R->

Modo de preparar
  Abra a lata de leite condensado e despeje o leite condensado no liquidificador. Junte a mesma medida da lata com suco de fruta de sua preferncia. Bata a mistura por um minuto, coloque a mistura numa forminha de gelo e leve a forminha de gelo ao congelador.
  Quando o sorvete estiver endurecido, retire o sorvete da forminha. Agora,  s tomar o seu sorvete.

  Tem alguma coisa estranha no texto? Justifique a sua resposta.
<p> 
<R+>
7. Ento, descubra uma forma de reescrever a parte "Modo de preparar", tornando-a mais clara e simples de ler. 
<R->
 8. Leia.

Judite,
  O sndico avisou que  tarde a gua ser cortada para limpeza do reservatrio. Por favor, lave bem os baldes e encha-os.
  Aproveite a manh, enquanto ainda tiver gua, troque as toalhas e coloque-as para lavar.
 Obrigada,
 Elvira

<107>
  Releia o bilhete e escreva a que se referem os pronomes destacados abaixo.
 a) encha-*os*	
 b) coloque-*as* 
<p>
<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  Os pronomes *o, a, os, as*  _
l  podem assumir as formas      _
l  *lo, la, los, las, no, na,   _
l  nos, nas*.                   _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
Leia e copie a frase.
<R->

  Judite pegou os baldes e lavou-os bem para ench-*los* de gua.

  Responda.
  A que se refere o pronome *los*?

<R+>
9. Discuta com a classe e registre a concluso do grupo. 
<R->
  Qual a funo dos pronomes nos textos lidos?

Leitura ouvida

<R+>
1. Feche os olhos e oua com ateno a descrio de um lugar. Depois, escreva como voc imagina que ele seja.
 2. Agora, leia o texto e verifique se voc ainda pode acrescentar algum detalhe ao que voc fez.
<R->

   um lugar tranqilo. Apenas o som da natureza se faz ouvir, como melodia harmoniosa e encantadora.
  As rvores so finas e compridas, com copas cheias de galhos e folhas de vrios tons de verde. As mais velhas, desbotadas pelo tempo, caem ao mais leve farfalhar do vento.
  Os arbustos e as plantas rasteiras se espalham pelo cho, qual tapetes coloridos. Raios de sol passam por entre as folhas, iluminando beijos, lrios, margaridas e cosmos amarelos, que disputam espao entre as touceiras de samambaias e avencas.
  Serpenteando pela mata, um riacho de guas cristalinas rola cantando em direo  pequena cascata, onde lana espuma branca ao encontro de pedras e seixos.
  Num remanso, animais tomam gua sossegadamente, acompanhados pelo coaxar dos sapos e o cricrilar dos grilos.
  A brisa fresca e perfumada traz o gorjeio dos bem-te-vis, cambaxirras, pardais, rolinhas e canrios, que, como uma sinfonia, enchem o espao de alegria.
  Todo esse verde, as flores, o riacho e os animais so protegidos por altas e majestosas montanhas, que circundam esse lugar dos meus sonhos. 

<108>
Produo

  Faa uma descrio da paisagem abaixo. No se limite a falar dos detalhes da tela; d tambm suas impresses pessoais. Depois, leia para os seus colegas o que voc escreveu.

<R+>
_`[{quadro mostrando um rio, duas lavadeiras, um pescador e crianas mergulhando_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Quadro bordado por Angela Dumont, Antnia Diniz Dumont, Marilu Dumont, Martha Dumont e 

Svia Dumont sobre desenhos de Demstenes. 

<R+>
Em Ziraldo. *Menino do rio 
  doce*. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1998.
<R->

<109>
Leitura 4

Leia o cartaz

Saiba como economizar gua

<R+>
<F->
 Feche a torneira ao barbear-se ou antes de escovar os dentes
 Regule as vlvulas e no d descargas prolongadas
 Evite banhos demorados
<p>
 Use a gua do tanque ou da mquina de lavar para a limpeza das caladas
 Lave o carro com balde ao invs de mangueira

Apenas gotejando: 46 litros por dia
Fluindo em forma de filete: de 180 a 750 litros por dia
Correndo normalmente (baixa presso): 8,5 mil a 12 mil litros por dia
Jorrando em forma de jato: 25 mil a 45 mil litros por dia
Um aspersor (molhador de jardim) consome em torno de 700 litros de gua por hora
<F+>
<R->

  No desperdice. 
  O uso racional da gua significa gua para todos.

<R+>
 1 verifique sempre suas instalaes hidrulicas e conserte vazamentos
 2 Tenha sempre bia na caixa d'gua.
 3 Utilize regador ao invs de mangueira para molhar plantas e sempre depois de 18 horas (o aproveitamento da gua  muito melhor)
 4 Acompanhe o seu consumo, lendo periodicamente o hidrmetro.
<R->

  Veja quanto uma torneira mal fechada desperdia num s dia

O vaso vasa

  Basta jogar cinza no vaso e ficar observando.
  Se ela descer e ficar depositada no fundo do vaso, tudo bem.
  Mas se a cinza no ficar parada,  por que h vazamento na vlvula ou na caixa de descarga.

gua para todos CAESB
 GDF Braslia de todos ns

<110>
<p>
Explorao oral

  Converse com seus colegas sobre as ilustraes abaixo, relacionando-as ao cartaz.

<R+>
_`[a) um menino, usa o telefone para comunicar que h um vazamento na rua;
 b) uma torneira cotejando;
 c) um menino fecha a torneira do chuveiro para se ensaboar_`]
<R->

Explorao escrita

  Responda.
<R+>
 a) Com que inteno foi produzido o cartaz?
 b) O que voc faz que contribui para o no-desperdcio de gua?
 c) Se nosso planeta tem mais gua do que terra, por que existe tanta preocupao em relao ao seu desperdcio?
<R->
 
               oooooooooooo
<111>
<p>
Unidade 7

Antes da leitura

  Um livro  composto de diferentes partes. Nesta unidade voc vai conhecer a estrutura fsica de um livro.
<R+>
Observe o livro abaixo e responda oralmente.
<R->

  Voc sabe o nome das partes de um livro? Conte para os seus colegas.
  
  Agora, vire a pgina e descubra se voc ou algum de seus colegas acertou o nome das partes de um livro.

<112>
Pesquise

  Combine com seu professor uma visita  biblioteca da escola, para que possam pesquisar e se informar a respeito das vrias partes que um livro contm. Veja:
 
<R+>
Miolo
 Lombada
 Capa (incluindo orelha)
 #a capa ("contracapa")
 #,a capa ("capa")
 Orelha
 Pgina de rosto
 Pgina de crdito (no verso do rosto)
<R->
  
<113> 
Leitura 1 

Sumrio
  
O patinho feio ::::::::::::: 	
 Chapeuzinho vermelho ::::::: 	 
 Branca de neve e os 
  sete anes :::::::::::::::: 	 
 Joo e Maria :::::::::::::: 	  
 Pedro e o lobo :::::::::::::	 
 Peter pan :::::::::::::::::: 	
 O pequeno polegar :::::::::: 	 
 A bela adormecida ::::::::::	 
 Alice no pas das 
  maravilhas :::::::::::::::: 	 
 Bambi :::::::::::::::::::::: 	 
 O gato de botas ::::::::::::	 
 Pinquio :::::::::::::::::::
<L>
<114>
 Explorao escrita

<R+>
1. Pesquise o sumrio de alguns livros e responda.
 a) Que outro nome o sumrio pode receber?
 b) Num livro, o sumrio  importante? Por qu?

2. Responda.
 a) Pelo sumrio da Leitura 1,  possvel saber do que trata o livro?
 b) Qual  a histria mais longa?
 c) Se voc abrisse o livro na pgina 114, que histria encontraria?
 d) A histria *Os trs porquinhos* poderia fazer parte desse livro? Por qu?

3. Observe vrias capas de livros. Reflita e converse com seus colegas sobre elas. Imagine e descreva como  a capa do livro do qual faz parte o sumrio que voc analisou. Crie tambm um ttulo para esse livro. Exponha o seu trabalho no mural da classe. 

*Dicas de leitura*

 *Os trs lobinhos e o porco mau*
 Eugene Trivizas -- Editora Brinque-Book
  *O sapo encantado*
 Luiz Galdino -- Editora FTD
  *Histria meio ao contrrio*
 Ana Maria Machado -- Editora tica
<R->

<115>
Leitura 2

  Leia a *dedicatria* do livro *O patinho realmente feio e outras histrias malucas* e responda, oralmente, s questes do seu professor.

<R+>
_`[{a dedicatria est escrita, no livro em tinta, de cabea para baixo_`]

Eu sei, eu sei.
 A pgina est de cabea para 
  baixo.
 Fiz de propsito.
 Ningum nunca l
 essa tal de dedicatria!
 Agora, se voc quiser
 mesmo ler --  s plantar
 uma bananeira.

Jon Scieszka e Lane Smith. *O patinho realmente feio e outras histrias malucas*.  So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1997.
<R->

<116>
Leitura 3

  Leia a histria. Voc j sabe que ela faz parte do miolo do livro.

O patinho realmente feio

*Era uma vez* uma mame pata e um papai pato que tinham sete bebs patinhos. Seis eram patinhos normais. O stimo, porm, era um patinho realmente feio.
 Todo mundo dizia: "Mas que bando de patinhos to bonitinhos..., todos, menos 
 aquele ali. Puxa, mas como ele  feio!". O patinho realmente feio ouvia o que as pessoas diziam, mas nem ligava. Sabia que um dia iria crescer e provavelmente virar um cisne, muito maior e mais bonito do que qualquer outra ave do lago.
<117>
 Bem, s que no fim ele era apenas um patinho realmente feio. E, quando cresceu, tornou-se apenas um pato grande realmente muito feio. *Fim*.

<R+>
Jon Scieszka e Lane Smith. *O patinho realmente feio e outras histrias malucas*. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1997.
<R->

<118>
<p>
Explorao oral

<R+>
1 Voc gostou do texto? Por qu?
 2 Ao ler o ttulo do texto, voc achou que iria ler a histria original *O patinho feio*?
 3 Na sua opinio, por que os autores escolheram esse ttulo?
 4 A histria *O patinho realmente feio* poderia constar do sumrio que foi analisado? Por qu?
 5 Que parte das histrias infantis clssicas  comum a todas?
<R->

Explorao escrita

<R+>
1. Escreva qual foi a inteno dos autores ao destacar a expresso e a palavra:
 a) "*Era uma vez*"	
 b) "*Fim*"

2. Responda.
 a) Por que o patinho achou que iria se tornar um cisne?
 b) Qual  a surpresa da histria?
 c) Na sua opinio, qual  a caracterstica emocional mais marcante do patinho? Justifique a sua resposta.
 d) No texto, como foram indicadas as falas?

<119>
3. Leia a frase abaixo e copie-a no seu caderno.
<R->

  "Todo mundo dizia: Mas que bando de patinhos to bonitinhos..." 

  Reescreva o trecho substituindo as aspas por outro sinal de pontuao.
  
Vamos recordar

<R+>
1. O texto *O patinho realmente feio* no deixou visveis os pargrafos. Junte-se a um colega e troque idias com ele sobre como reescrev-lo, paragrafando. 
<p>
 2. Leia o trecho abaixo e reescreva-o como se o narrador estivesse falando de mais de um patinho.
<R->

  "O patinho realmente feio ouvia o que as pessoas diziam, mas nem ligava. Sabia que um dia iria crescer e provavelmente virar um cisne, muito maior e mais bonito do que qualquer outra ave do lago."

<R+>
3. Leia a frase abaixo e copie-a.
<R->

  "Mas que bando de patinhos to bonitinhos..."

<R+>
a)Na frase, aparece uma palavra no singular que representa um conjunto de elementos. 
 Qual  a palavra?
 b)E a que classe gramatical pertence essa palavra?
<R->

<120>
<p>
Leitura 4

  Leia e observe a descrio das ilustraes da *quarta capa* do livro *O que fazer*? Responda, oralmente, s perguntas do seu professor.

<R+>
_`[{foto dos autores e desenhos de crianas de mos dadas, acompanham o texto transcrito a seguir_`]
<R->

  Liliana e Michele Iacocca sabem que as crianas gostam de brincar e se divertir, mas tambm de falar srio e discutir os problemas que as atingem. E que costumam ter idias prprias sobre todos os assuntos, inclusive aqueles considerados "coisa de adultos".
  Por isso criaram este livro, que fala de um tema importante e delicado: a convivncia humana. Mas fala de uma forma divertida, apresentando uma histria da vida do homem em sociedade e colocando questes para as crianas pensarem e discutirem, para poderem formular e expressar suas prprias opinies.
  Autores da Coleo *Labirinto*, para as crianas pequenas, e de sucessos como *Entre nesse livro -- a Constituio para crianas e Caa ao tesouro -- Uma viagem ecolgica*, Liliane e Michele so casados e gostam de trabalhar juntos, inventando livros em que texto e ilustrao se complementam de uma forma gostosa.

<R+>
Liliana e Michele Iacocca. *O que fazer*? So Paulo, tica.
<R->

<121>
Produo

  Voc e seus colegas vo participar da atividade "Conhea mais seu autor preferido". 
<p>
O que vocs vo fazer:

<R+>
 -- conversar sobre os livros que j leram e seus autores;
 -- eleger o escritor preferido da classe;
 -- freqentar a biblioteca durante uma semana, nos horrios combinados com seu professor, para selecionar e ler livros desse escritor;
 -- comentar os livros lidos; 
 -- escrever uma carta para o escritor eleito.
<R->

  Alunos da #:a srie participaram de um projeto semelhante e escolheram a escritora Cristina Porto para se corresponderem. A carta enviada est na pgina seguinte. Ela lhes dar pistas para produzirem a de vocs.
  A escrita da carta dever ser coletiva. Seu professor a registrar na lousa. Um colega eleito pela turma dever pass-la a limpo.
  Para sobrescritar o envelope, ser preciso o endereo completo do(a) autor(a). Ele poder ser encontrado no *Guia dos Escritores Brasileiros*, da ABNL Editora. Caso o endereo no seja localizado nesse guia, podem enderear a carta  editora que possui obras desse autor.

<122>
  Leia a carta que as crianas mandaram para Cristina Porto.

Braslia, 7 de julho de 1998.

Cara Cristina Porto,
  
  Tudo bem? Esperamos que sim.
  Somos alunos da #:a srie e estamos participando de um projeto "Conhea mais seu autor preferido", e a autora escolhida foi a senhora.
  Lemos vrios livros de sua autoria. Gostamos muito do Dicionrio de Serafina, Serafina sem rotina, Olvia Palito e Marco e Apolo. Mas o que mais mexeu com a gente foi Serafina e a criana que trabalha. Achamos esse livro importante, porque mostra para as pessoas que muitas crianas esto trabalhando e deixando de ir  escola.
  Durante uma semana fomos  biblioteca para ler. Foi muito bom. Ns viajamos nas suas histrias e ficamos com vontade de lhe fazer algumas perguntas. Quem  Serafina? Quantos livros a senhora j escreveu? E qual foi o primeiro livro que a senhora escreveu? O que a senhora sente quando termina de escrever um livro? Como as idias para escrever aparecem na sua cabea?
  Queremos receber sua resposta. Se tiver uma foto, mande para ns.
   
  Um grande abrao da turma 
 3 M D

<123>
<p>
  Agora, leia a resposta de Cristina Porto.

<R+>
So Paulo, 4 de agosto de 1998.
<R->

Querida "turma 3 M D",

  Adorei saber que vocs me escolheram como autora preferida. Quanta honra! E fiquei ainda mais feliz ao saber que foi a Serafina quem mais mexeu com vocs... Que surpresa linda!
  Bem, agora vamos s respostas para as perguntas feitas:
<R+>
 Serafina  uma mistura da criana que fui, da que eu gostaria de ter sido e da que ainda sou  -- e vou ser sempre, com certeza. Na verdade, ela representa a minha sntese.
  Tenho quase 50 livros publicados, por vrias editoras. O primeiro deles foi, justamente, o "Se... Ser, Serafina?".
<p>
  Quando termino de escrever um livro, a primeira sensao  a de alvio. Depois, vem a leveza; parece que tirei um peso das costas! Depois, satisfao e alegria -- quase jbilo! -- tomam conta de mim, por vrios dias.  um verdadeiro "estado de graa".
  Como as idias aparecem? De mil maneiras diferentes, algumas conscientes, outras no. Podem vir de um sonho que tive -- dormindo ou acordada --, de uma histria que ouvi, um trecho do livro que li, um filme que vi, uma cena na rua, no nibus ou metr, uma viagem -- ah, as viagens! --, uma msica, um cheiro, uma comida gostosa...  como se a memria dos sentidos fosse registrando tudo, em forma de impresses, sensaes, emoes, que vo-se transformando dentro de mim, tomando forma, crescendo, tomando conta, pulsando, vibrando... At que, num determinado momento, se eu no passar pro papel, sou capaz de explodir ou implodir!!!!
<R->
  Foi uma delcia conversar com vocs, por correspondncia. Quem sabe um dia a gente possa se conhecer pessoalmente! At que isso no acontea, recebam todos o meu abrao e o meu beijo mais carinhoso.

<124> 
Ortografia

<R+>
1. Copie as palavras de cada grupo abaixo. Mas, ateno! H uma delas que no pertence ao grupo. Deixe-a de fora.
 a) txi -- duralx -- exato -- fixo
 b) exerccio -- exame -- exagero -- xrox
 c) xcara -- mximo -- auxlio -- prximo
 d) xarope -- abaixo -- texto -- ameixa
<p>
2. Copie as palavras, separando-as de acordo com os sons do *x* indicados nas etiquetas.
 bruxa -- trouxe -- crucifixo -- xadrez 
 caixinha -- exemplo -- auxiliar -- texto
 exagerado -- reflexo -- pirex -- exibido
 xcara exato -- explicar -- saxofone

etiqueta a: som de ch  
 etiqueta b: som de z  
 etiqueta c: som de s  
 etiqueta d: som de cs

3. Fale palavras comeadas por *mex* e *mech*. Seu professor vai registr-las na lousa. Copie-as.
<R->
  Agora, discuta com seus colegas.
  Essa descoberta pode ajudar a escrever melhor palavras comeadas por *mex* ou *mech*?

               oooooooooooo
<L>
<125>
Unidade 8

Antes da leitura

  Responda oralmente
<R+>
 a) Durante o recreio meninos e meninas da sua turma costumam conversar e brincar juntos ou preferem se divertir em grupos separados? Por que voc acha que isso acontece?
 b) Na sua opinio, em que esportes as mulheres conseguem competir com os homens em igualdade de condies? Justifique a sua resposta.
<R->

  Conte para os seus colegas com qual das afirmaes a seguir voc concorda e justifique.

  -- O bom  menina fazer amizades s com outras meninas e meninos, s com outros meninos.
  -- O bom  fazer amizade com meninos e meninas. 

<126>
Leitura 1

  *A turma do quarteiro era composta por sete meninos e trs meninas*. *Antes, todas as crianas brincavam juntas, at o dia em que os meninos implantaram uma norma: menina no entra mais nas brincadeiras dos meninos*. 
  *Uma das meninas ficou inconformada e foi at o campinho onde estava sendo realizado o campeonato anual de estilingue*. 
 *Leia o que ela conta*.

Menina {" meninos

  [...]
  Cheguei no campinho. [...] Alguns no disseram nada, outros tentaram me impedir.
  -- Menina no entra!
  -- No entra pra competir -- disse olhando firme -- mas pra assistir ningum me falou nada.
  Eles pareceram meio sem saber o que fazer e resolveram me deixar ficar. Eu prestava muita ateno no jeito do Z Miguel jogar: ele era canhoto e tinha uma esquerda incrvel. O estilingue ficava meio torto, parecia que no ia acertar, mas a mamona saa voando e... *Ziiimmmm*!! -- batia em cheio no alvo.
  -- Ele  bom pra burro -- comentei baixinho.
  [...]
  As regras eram assim: os dois concorrentes ficavam atirando durante meia hora. Quem acertasse mais, vencia. Faltavam s dez minutos para acabar a partida final e o Z Miguel estava invicto, com cinco alvos na frente do Lus Guilherme.
   claro que ele venceu.
  [...]
<127>
  Atravessei o campinho, cumprimentei Z Miguel e falei:
  -- Voc quer competir comigo?
  -- Com voc??? -- e ele deu uma gargalhada. -- Era s o que faltava! Voc  menina...
  -- Menina no pode participar, mas o campeonato j acabou... estou  propondo um desafio entre ns dois.
  Ele me olhou de alto a baixo e falou displicente:
  -- Eu estou meio cansado, mas mesmo assim eu topo. D dez minutos de descanso.
  Ficou um disse-que-disse imenso:
  -- Mas como ela  cara-de-pau!
  -- T pagando pra ver...
  -- Ela ganhou no ano passado, mas daquela vez o Z estava viajando.
  Passou um tempinho. Fomos os dois para o meio-de-campo. A turma fez um semicrculo. Todos na maior expectativa.
  -- As regras so as mesmas: -- eu propus -- par ou mpar pra ver quem comea. Par!
  -- *mpar*! -- falou Z Miguel.
  Ele comeou. A mamona voou feito uma flecha no lugar exato.
  Fiz minha mira, mas estava to nervosa que errei. Nos quinze primeiros minutos ele j estava trs pontos na minha frente.
  Eu ouvia os comentrios:
  -- Ela vai se dar mal... bem que eu disse...
  -- Bem feito! Quem manda enfrentar o mais forte!
<128>
  Foi da que me deu um estalo: para que eu estava preocupada em vencer? -- E falando para mim mesma -- *o que eu quero  continuar na turma, no  ganhar do Z Miguel*!
  Por incrvel que parea, ao perceber isso, fui ficando calma, relaxei o brao, dei uma esticada boa no estilingue e...
  *Toooiiimmmm*!!!! acertei em cheio.
  Depois de cinco minutos eu j estava empatada. Mais um pouco e eu vencia de cinco a trs. Todo mundo estava mudo.
  Quando faltava s um pouquinho para acabar, e eu j estava com sete na frente, cheguei para o Z Miguel e falei:
  -- No quero mais.
  [...]
  Depois desse dia, nenhum menino mais teve coragem de me dizer *isso no  coisa pra mulher*.
  [...]

<R+>
Anna Flora. *O louco do meu bairro*. So Paulo, tica, 1996.
<R->

Anna Flora

  Anna Flora conta que, desde menina, era  espoleta. "Nada de ser criana paradinha, ou de conseguir as coisas por baixo do pano. Mas nem por isso era brigona ou durona." Segundo ela, nessa poca j brincava de teatro, tinha uma poro de amigos e inventava mil histrias.
  Mais tarde, foi estudar teatro e dar aulas de teatro. Escreveu uma tese de mestrado sobre o assunto "O texto escrito e o jogo teatral com criana", na Universidade de So Paulo. Mas Anna Flora acha que "melhor que escrever sobre criana  escrever para criana". 
  E escreveu muitas, muitas histrias. Dentre as quais se destacam: *A sereia sirigaita e o saci tiririca; O louco do meu bairro; Em volta do quarteiro; Ariovaldo, o bode expiatrio; Dono do seu nariz; Quem tem medo do lobo mau; Caio, o colecionador; O retrato das figuras*.

<129>
Explorao oral

<R+>
1 Voc observou que, antes de comear a histria, existe um pequeno texto. Que tipo de informao est contida nesse trecho e em que sentido ela  importante para o entendimento da histria? 
 2 Quem est narrando a histria, isto , quem est contando os acontecimentos?
 3 Onde se passa a histria?
<p>
 4 Conte, com suas palavras, que tipo de competio estava havendo entre os meninos.

Explorao escrita

1. Escreva algumas caractersticas da menina. 
<R->
 2.Responda.
  Qual era a inteno da menina ao propor o desafio?

 3. Leia.

  "O estilingue ficava meio torto, parecia que no ia acertar, mas a mamona saa voando e... *Ziiimmmm*!! -- batia em cheio no alvo."
  "Por incrvel que parea, ao perceber isso, fui ficando calma, relaxei o brao, dei uma esticada boa no estilingue e... *Toooiiimmmm*!!!! acertei em cheio."

<130>
<p>
  Agora, copie as onomatopias abaixo e escreva o que expressam.
 a) Ziiimmmm!! 	
 b) Toooiiimmmm!!!! 

  Releia as frases destacadas, eliminando as onomatopias, e responda.
  O uso dessas onomatopias faz diferena nas frases?

<R+>
4. Releia dois pargrafos do texto.
<R->
  
  "Cheguei no campinho. [...] Alguns no disseram nada, outros tentaram me impedir."
  "Passou um tempinho. Fomos os dois para o meio-de-campo. A turma fez um semicrculo. Todos na maior expectativa."

  Responda.
<R+>
 a) Nesses pargrafos, que palavras marcam idia de tempo?
<p>
 b) Que outros pargrafos do texto possuem palavras que marcam idia de tempo?

5. Leia o trecho abaixo e discuta com seu professor e colegas.
<R->

  "-- Voc quer competir comigo?
  -- Com voc??? -- e ele deu uma gargalhada. -- Era s o que faltava! Voc  menina..."

  Responda.
<R+>
 a) Por que foram utilizados trs pontos de interrogao?
<131>
 b) Por que foram usadas as reticncias?
 c) Em que situaes foi usado o travesso?

6. Voc j sabe que na histria "Menina {" meninos" o narrador  tambm personagem. Veja:
<R->

  "Cheguei no campinho. [...] Alguns no disseram nada, outros tentaram me impedir".

  Leia o mesmo pargrafo reescrito como se o narrador da histria fosse um observador dos acontecimentos.

  A menina chegou no campinho. Alguns no disseram nada, outros tentaram impedi-la.

  Comente com seus colegas que palavras foram acrescidas ou modificadas na segunda redao.
  Agora, leia outros trechos e, junto com seus colegas, reescreva-os como se tivessem sido narrados por algum que observou os acontecimentos. Seu professor registrar na lousa as respostas da classe. Copie.

<R+>
 a) "Eles pareceram meio sem saber o que fazer e resolveram me deixar ficar. Eu prestava muita ateno no jeito do Z Miguel jogar: ele era canhoto e tinha uma esquerda incrvel."
<132>
<p>
 b) "Depois desse dia, nenhum menino mais teve coragem de me dizer *isso no  coisa pra mulher*."
<R->

  Agora, responda oralmente.
  Nessa histria, qual das formas voc prefere: a narrao da menina-personagem ou a narrao de algum que observou? Por qu? 

A palavra e o contexto

1. Leia.
 
  "O *estilingue* ficava meio torto, parecia que no ia acertar, mas a *mamona* saa voando e... Ziiimmmm!! [...]"

  Que outros nomes o *estilingue* pode ter? Se precisar, consulte o dicionrio.

<R+>
2. A mamona, semente da mamoneira,  usada na fabricao do leo de rcino. Faa uma frase com a palavra *mamona*.
<R->
 3. Leia.

  "A turma fez um *semicrculo*."

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  *Semi-*: significa meio,    _
l  metade. Ao acrescentar-se   _
l  *semi-* no incio de uma     _
l  palavra, forma-se outra com  _
l  significado diferente.       _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<133>
<R+>
 Agora, discuta com seus colegas o significado das palavras abaixo.
 a) semi-mido	
 b) semi-automtico	
 c) semi-novo
 d) semi-aberto	
 e) seminu	
 f) semimorto
<p>
4. Leia um trecho do texto 
  "Menina {" meninos".
<R->

Trecho A

  "-- Eu estou meio cansado, mas mesmo assim eu topo. D dez minutos de descanso.
  Ficou um disse-que-disse imenso:
  -- Mas como ela  cara-de-pau!
  --T pagando pra ver..."

  A autora poderia ter escrito esse trecho assim:

Trecho B

  -- Eu estou meio cansado, mas mesmo assim eu aceito. D dez minutos de descanso.
  Ficou um falatrio imenso:
  -- Mas como ela  cnica!
  -- Quero s ver...
<p>  
  Discuta as questes abaixo com seus colegas. Depois, registre a concluso.
<R+>
 a) Sabendo que as personagens do texto so crianas, qual dos trechos retrata melhor a linguagem usada por elas?
 b) Ento, qual foi a inteno da autora ao escrever da forma que o fez?

5. Escreva o significado das expresses abaixo.
 a) "Ele  *bom pra burro* [...]"  
 b) "Foi da que *me deu um estalo* [...]"
 c) A menina mirou e *acertou em cheio*.
<R->

<134>
Produo

   muito bom poder conversar, se relacionar bem com as pessoas.
  Como  a sua convivncia com os colegas do sexo oposto, da sua sala de aula?
  Se voc for menino, entreviste uma menina; se for uma menina, entreviste um menino. 
  Para criar as perguntas, pense em questes cujas respostas expliquem certas atitudes que voc observa durante a aula e o recreio.
  Elabore as perguntas e mostre-as ao seu professor. Ele vai verificar se esto claras e adequadas ao que se prope.
  Faa a entrevista no rascunho e passe-a a limpo seguindo as orientaes do seu professor.
  Os trabalhos sero expostos de forma que todos possam l-los. Por fim, a partir das respostas dadas, concluam como est a convivncia entre os colegas do sexo oposto da sua turma.

<135>
  Leia a entrevista que uma aluna da #:a srie fez com um colega. Ela poder lhe dar pistas para elaborar a sua.
<p>
<R+>
 Lasa: No recreio, por que voc prefere brincar s com os meninos?
 Bruno: Porque as brincadeiras dos meninos so melhores. Voc e as outras meninas ficam s conversando ou brincando de elstico.
 Lasa: Do que os meninos falam quando se juntam?
 Bruno: A gente fala mais de futebol e s vezes fica querendo saber o que vocs esto conversando.
 Lasa: Existe alguma brincadeira que voc acha que  s de menina?
 Bruno: Boneca. Mas tambm quando um menino v o outro brincando de elstico  a maior gozao. 
 Lasa: O que deixa voc envergonhado na sala de aula?
 Bruno:  quando estou distrado e a professora pergunta alguma coisa, e eu no sei.
<p>
 Lasa: Quando voc falta  aula, prefere ligar para a casa de uma colega ou de um colega para pegar a lio de casa?
 Bruno: Eu ligo pra casa do Tiago. No tenho o telefone de nenhuma menina. J pedi vrias vezes, mas elas no do.
 Lasa: Nos trabalhos de grupo, voc prefere ficar naqueles que s tm menino ou nos mistos, com meninos e meninas?
 Bruno: Prefiro os grupos mistos. Quando s tem meninos, eles brincam muito e o trabalho demora a ficar pronto.
<R->

<136>
A questo 

  Voc concorda com o que dizem estas crianas?
  Escreva a sua opinio. Use argumentos para justificar a sua resposta.
<p>
  "Na minha opinio, servio de casa no  s para mulher. Homem tambm deve participar."

Lilian Rocha Reis, 10 anos

  "Esse negcio de que homem no pode chorar  bobagem."

<R+>
Renata de Carvalho Rio Preto, 9 anos
<R->
     
  "Para mim  existem brincadeiras que so s de meninos, e outras que so s de meninas."

<R+>
Edson Mateus de Freitas, 9 anos
<R->

Vamos recordar

<R+>
1. No texto abaixo, a maioria da pontuao e os pargrafos foram retirados, de propsito.
<R->
  Reescreva o texto, pontuando-o e fazendo dois pargrafos.
  
  Eu conheo uma menina que mora na casa vizinha ela tem seis anos e sempre que a gente se encontra na rua, ns conversamos sobre passarinhos ou um novo lbum de figurinhas o nome dela  Luciana, tem cabelos cor de mel lisos e brilhantes,  bem magrela e vive com um sorriso "apronto" nos lbios.

<R+>
Ana Lucia Brando. *Conta uma histria?* So Paulo, Edies Paulinas, 1997.

2. Seu professor vai reescrever o texto na lousa. Compare a sua organizao com o texto da autora. Se necessrio, verifique com seu professor se a sua soluo tambm  adequada. 
<R->

<137>
Gramtica

1. Leia.

  Muita gente fala que menino (homem)  *superior, melhor* que a menina (mulher). Que ele, como j vimos,  mais *esperto, corajoso* e *inteligente*. "Homem se vira em qualquer lugar!" E a menina? "Elas so muito *chatas*, choram  toa. Parecem *manteiga-derretida*."
  No  verdade. O que acontece  que as pessoas so *diferentes*. Assim como h pessoas *altas, magras, baixas* ou *gordas*, h aquelas que so mais *espertas, Corajosas*, ou *indefesas*.
  Essa diferena, preste ateno, a gente vai encontrar de pessoa para pessoa, e *no por ser homem ou mulher*. No  por serem meninos, que todos vo ser iguais. Ou por serem meninas, que todas tero o mesmo jeito.

<R+>
 Marcos Ribeiro. *Menino brinca de boneca*? Rio de Janeiro, Salamandra, 1990.

<138>
<p>
  Responda.
 a) A que classe gramatical pertencem as palavras sublinhadas no texto?
 b) E para que serviram os adjetivos no texto?

2. Fale o maior nmero possvel de caractersticas que uma *mochila* pode ter. Seu professor vai registrar na lousa as respostas da classe.
 3. Leia algumas caractersticas dadas ao substantivo *casa*. Observe que no quadro A foram escritas caractersticas usando apenas uma palavra e, no B, as caractersticas foram dadas usando mais de uma palavra.
<R->

 A --
<F->
!:::::::::::::::
l  moderna      _
l  antiga       _
l  simples      _
h:::::::::::::::j
<F+>
<p>
 B --
<F->
!::::::::::::::::::
l  de madeira      _
l  sem telhado     _
l  com sacada      _
h::::::::::::::::::j
<F+>

  Agora,  a sua vez. D caractersticas aos substantivos abaixo. Ateno! Desta vez, s vale dar caractersticas usando mais de uma palavra.

 a) bola	
 b) carro

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::
l  Quando uma expresso      _
l  formada por duas ou mais   _
l  palavras tiver o valor de  _
l  um adjetivo, teremos uma   _
l  *locuo adjetiva*.        _
h:::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
<p>
<R+>
4. Responda.
  Qual  a principal diferena entre adjetivo e locuo adjetiva?

<139>
5. Copie e substitua os adjetivos por locues adjetivas. Observe o exemplo.
<R->

dia *chuvoso* -- dia *de chuva*

a) faqueiro prateado	
 b) cu estrelado	
 c) ambiente familiar
 d) animal selvagem	
 e) dia ensolarado	
 f) amor materno

6. Leia.
  Paramos em frente  casa *de pedra*. Ela nos deu a impresso de ser *fria* e *triste*. Uma *velha* escada *de madeira* levou-nos at  varanda. Cadeiras *de vime, antigas* e *rotas*, no convidavam nem para um *breve* descanso, que, aps *longa* caminhada, seria merecido. Decidimos entrar. A *grande* porta *de jacarand, entalhada*, combinava com o mobilirio *antigo* da casa. Algumas poltronas *de tecido estampado* espalhavam-se pela sala *sem luminosidade*. Uma das janelas *de ferro, entreaberta*, deixava passar um filete *de luz*. Adentramos pelo corredor que separava os quartos e os banheiros. Tudo tinha o mesmo aspecto *sombrio*. Ao caminharmos pelos cmodos, o piso estalava debaixo de nossos ps. A impresso era *horrvel*.

<140>
  Agora, copie os substantivos abaixo e, de acordo com o texto, escreva os adjetivos e as locues adjetivas que se referem a eles.
 a) casa 	
 b) escada
 c) cadeiras
 d) descanso
 e) caminhada
 f) porta
 g) mobilirio	
 h) poltronas
 i) janela
 j) filete
 l) sala	
 m) aspecto da casa
 n) impresso

<R+>
7. Reescreva o bilhete abaixo substituindo o  por um adjetivo e 
o  por uma locuo adjetiva.
<R->

Paulo,
  
  Estou  e quero falar com voc.
  Encontre comigo, hoje, ao meio-dia, em frente ao porto  da casa do fim da rua. No se esquea de levar a sua caixa .

Luiz

<141>
Leitura 2

  Observe a descrio da tela de J. Arajo.

<R+>
_`[{a cena mostra uma rua com muitas crianas brincando, dois vendedores ambulantes, animais, casas e rvores. Dois rapazes picham um muro_`]
<R->

 J. Arajo -- *Suely, my lov*.

Explorao escrita

  Responda.
<R+>
 a) O que est representado na tela?
 b) Como parece ser a convivncia entre meninos e meninas dessa rua? Justifique a sua resposta.
 c) Na cena, existe alguma ao de desrespeito ao bem pblico? Justifique a sua resposta.
 d) No lugar onde voc mora poderia acontecer uma cena assim? Por qu?
<R->

               oooooooooooo

<142>
<p>
Unidade 9

Antes da leitura

  Responda oralmente.
<R+>
 a) Para voc, por que razo uma pessoa escreve um dirio?
 b) Voc j escreveu ou escreve um dirio?
 c) Voc conta ou contaria seus segredos nas pginas de um dirio? Por qu?
 d) Voc acha que s meninas podem ter dirios? Por qu?
<R->

<143>
Leitura 1

<R+>
O dirio (nem sempre) secreto de Pedro
<R->

<R+>
Sexta-feira, 24 de abril. 13:32
<R->

  Mame e papai vieram almoar em casa.
  A Natalina fez uma carne moda grudadinha, nadando no leo. Nado peito e costas, naturalmente.
  Mame disse que vou pr aparelho s 17:40. Ser que h espao na minha boca pra ele? Meu nariz provavelmente no deixar. Ele  maior que eu. Como farei para beijar as meninas que dentro em breve estaro apaixonadas por mim?...

<R+>
Sbado, 25 de abril. 10:37 -- Tempo incerto 
<R->

  No consegui dormir.
  Me olhei no espelho. Pareo uma mistura do Robocop com o *Woody Allen* adolescente.
  O aparelho  horrvel. No sei como vou sobreviver com ele. Ser que vou ser reconhecido na escola? Por que no se fazem filhos com os dentes nos devidos lugares? Agora s falta eu usar culos.
  Preciso com urgncia ser um gnio. Todo gnio  feio, complexado e estudioso. Prometo me esforar. Almoarei livros e jantarei reportagens cientficas sobre micrbios e molculas. S vou assistir  TV Educativa, s conversarei com adultos intelectuais. Brevemente vou tentar uma vaga numa dessas academias para imortais.

<R+>
Domingo, 26 de abril. 13:45 -- Tempo sujeito a chuvas
<R->

  Almocei lendo o mini Aurlio. Tudo porque li na Veja uma palavra que no entendi: "imexvel". No achei nem no mini, nem no mdio e nem no "Aurelio". Gnio sofre. Achei melhor procurar meu pai, que no  gnio mas vive no meio dos livros feito traa de biblioteca. Ele me contou que est na moda usar palavras que as prprias pessoas inventam. Perguntei se meu aparelho  "imexvel" e ele respondeu que ... Por enquanto.

<144>
<p>
<R+>
 Segunda-feira, 27 de abril. 15:45 -- Chuva e sol
<R->

  Ningum se importou comigo. Sou um incompreendido. Agora  que pude notar que metade da classe usa aparelhos imexveis.
  Anglica perguntou quem  meu ortodontista. Contei que  o dr. Paulo. Ela disse que  o mesmo que fez o aparelho dela. Ficamos conversando sobre nossos aparelhos at quando a Lena chegou. Acabei ficando rodeado de garotas. Nada mal. Expliquei que, por enquanto, meu aparelho  "imexvel" e elas perguntaram: "ime-o-qu?".
  Meninas que no lem a Veja do nisso. Estou a um passo de ser um gnio.

<R+>
Tera-feira, 28 de abril. 14:24 -- Vento meio frio
<R->

  Ser que gnio pode ler horscopo, ler gibi, jogar roupas no cho?
  Preciso de um secretrio. Descobri que tenho avaliao de Ingls. Descobri um novo mtodo revolucionrio. Leio duas vezes, mentalizo, repito em voz alta, ando em crculos, com o livro na mo. Faz efeito.
  Sou um gnio. Acabo de crer.

<R+>
Quarta-feira, 29 de abril. 15:38
<R->

  Incompreendido.
  Natalina pegou no meu p por causa de umas mseras migalhas de bolacha no carpete do meu quarto. Disse a ela que s com uma lupa conseguiria enxerg-las. Serviria para trabalhar com meu pai e seus micrbios.

<R+>
Quinta-feira, 30 de abril. 21:02 -- Cu estrelado
<R->

  Enquanto desenvolvia meu mtodo revolucionrio de estudo de Ingls (comendo bolachas), minha me entrou no meu quarto dizendo que eu podia dar quantas voltas quisesse, mas desacompanhado das bolachas.
<145>
  Resolvi desenvolver um sistema mais funcional: amarrei a bandeja com cintos de couro, prendi no ombro e na cintura, coloquei o livro em cima e as bolachas do lado do livro. 
  O problema  que a garrafa de coca-cola no pra enquanto me movo em crculos.
  Decidi col-la. Perfeito.
  Minha me no aprovou minha genialidade. Gnio sofre. Tentou descolar a garra-fa da bandeja, teve um ataque e precisou quebrar a garrafa. Papai foi mais compreensivo. Disse que a minha idia era boa, que s faltava um acabamento, uns retoques. Prometeu me ajudar no fim de semana. Tudo o que me resta  estudar na escrivaninha, com livro, caderno, lpis, borracha, dicionrio de 
<p>
Ingls, sem andar pelo quarto. Bolachas... *never*!

<R+>
Telma Guimares Castro 
  Andrade. *O dirio (nem 
  sempre) secreto de Pedro*. So Paulo, Atual, 1992.
<R->

Telma Guimares

  A autora conta que, quando nasceu, seu pai disse: "Essa menina tem nariz de xereta". Para Telma, ele acertou, pois de tanto xeretar a vida, principalmente os livros,  que comeou a escrever. E  o que mais gosta de fazer. Diz que tem tanta coisa pra contar, um mundo mgico de palavras e personagens que  parecem lhe dizer: "Imagina, escreve, conta,  divertido,  gostoso!..."
  Alm de criar histrias, Telma pinta, pratica jud e  assessora cultural da Delegacia Regional de Cultura em Campinas, onde mora.
  Estes so alguns de seus livros: *O sapato da bruxaluca; Flor e gatinha Tudinha; A grande sacada de Pedro; A fbrica de surpresas*.

<146>
Explorao oral

<R+>
1 Se no houvesse  ttulo, voc saberia que o texto  um dirio? 
 Por qu? 
 2 Que idade voc acha que Pedro tem? Que pistas o texto lhe deu para chegar a essa concluso?
 3 Quais as coisas mais importantes que aconteceram para Pedro nos dias 24 e 27? 

Explorao escrita

 1. As palavras do ttulo que esto entre parnteses foram usadas para fazer um comentrio e dar um toque de humor. 
  No texto, aparece outro parntese com a mesma funo? Se houver, copie-o.
<p>
 2. Responda.
  Por que um dirio  escrito em linguagem informal, descontrada e ntima?

 3. Escreva algumas caractersticas de Pedro. 
 a) Fsicas	
 b) Emocionais			

<147>
4. Responda.
  O dirio de Pedro era lido por mais algum alm dele? Como voc descobriu isso?
 5. Depois que colocou o aparelho, Pedro achou que estava parecendo uma mistura de Robocop com Woody Allen. 
<R->

  Observe a descrio das fotos e escreva por que, na sua opinio, o menino se sentiu dessa maneira.

<R+>
_`[{foto 1: Robocop -- homem-rob
  Foto 2: Woody Allen -- cineasta bem sucedido, feio, narigudo e de culos_`]

6. Responda.
 a) Para Pedro, que caractersticas ele tinha de um gnio?
 b) Na sua opinio, para que Pedro queria ser um gnio?
 c) Voc concorda com Pedro quando ele afirma que toda pessoa inteligente  feia, complexada e estudiosa? Justifique a sua resposta.
<148>
 d) Em relao aos trechos do dirio de Pedro, a semana foi propcia a atividades ao ar livre? Por qu?
<R->

7. Leia e responda.

  "Tudo o que me resta  estudar na escrivaninha, com livro, caderno, lpis, borracha, dicionrio de Ingls, sem andar pelo quarto. Bolachas... *never*!"

<R+>
a) Que outra palavra poderia ter substitudo a que est destacada?
<p>
 b) E qual foi a inteno da autora ao preferir a palavra 
  *never*?
<R->

  Que tal escrever uma pgina de dirio, relatando um dia dessa semana que tenha sido importante para voc, ou seja, os acontecimentos e as emoes que meream ser registrados?
  Se gostar da experincia, comece a escrever o seu dirio.
  Voc vai achar muito interessante reler as anotaes daqui a algum tempo.

<149>
A palavra e o contexto

<R+>
1. Reescreva as frases substituindo as palavras sublinhadas por outras de igual significado.
 a) "*Faz efeito*."
 b) "Resolvi desenvolver um sistema mais *funcional*: [...]"
<R->
<p>
2. Leia.

  "Disse que a minha idia era boa, que s faltava *um acabamento, uns retoques*."

  Agora, copie a frase acima substituindo as palavras destacadas por outras que tenham o mesmo sentido.

<R+>
3. Copie a frase abaixo. Depois, procure no dicionrio o significado da palavra destacada.
<R->

  "Anglica perguntou quem  meu *ortodontista*."

  Troque idias com seus colegas sobre o que tratam os profissionais abaixo.
 a) ortopedista	
 b) oftalmologista	
 c) otorrinolaringologista
 d) dentista	
 e) dermatologista	
 f) cardiologista
 
4. Leia.

  Pedro se achava um *incompreendido*, ou seja, achava que no era compreendido.

<R+>
a) Procure no dicionrio algumas palavras nas quais o *in-* ou o *im-* indiquem negao. Copie-as.
 b) Discuta com seus colegas e responda.
  Por que h palavras escritas com *in-* e palavras com *im-*? 
<R->

<150>
5. Leia a frase.

  "[...] s conversarei com adultos intelectuais."

<R+>
  Responda, oralmente.
 a) Para voc, o que  um adulto intelectual?
 b) Que adultos intelectuais voc conhece?
<p>
6. Leia e responda.

 A -- "Mame disse que vou *pr* aparelho s 17:40."
 B -- "Expliquei que, *por* enquanto, meu aparelho  $"imexvel$" [...]" 
<R->

  Em qual das frases a palavra destacada indica uma ao?
  Copie-a e, depois, reescreva-a substituindo a palavra destacada por outra de igual significado.
 
7. Leia.

<R+>
A -- 
  "O problema  que a garrafa de coca-cola no *pra* enquanto me movo em crculos."
  Pedro *pra* diante do espelho e se acha horrvel.

B -- 
  "Como farei *para* beijar as meninas [...]?"
<p>
  "Vou tentar uma vaga numa academia para imortais."
<R->
  
  Converse com seu professor e colegas sobre as palavras destacadas nas frases dos grupos *A* e *B*. Compare e discuta a diferena entre elas e por que isso acontece.
  Faa frases com as palavras:
 a) para	
 b) pra

<151>
8. Leia, e responda.

  "Agora *s* falta eu usar culos."

  Responda.
  Com que significado a palavra *s* foi empregada nessa frase?
  Agora, escreva com que significado a palavra *s* foi empregada na frase abaixo.

  O menino estava *s*.
<p>
Vamos recordar

<R+>
1. No trecho do livro *O dirio (nem sempre) secreto de Pedro*, as letras maisculas iniciaram pargrafos e frases. Em que outras situaes foram usadas? 
 2. Leia e explique o uso dos dois-pontos na frase.
  "Resolvi desenvolver um sistema mais funcional: amarrei a bandeja com cintos de couro, prendi no ombro e na cintura, coloquei o livro em cima e as bolachas do lado do livro."
<R->

  Tambm nessa frase, a vrgula foi usada para separar elementos de uma relao. Encontre e copie, nas anotaes do dia 30 de abril, outra frase em que essa pontuao foi usada para o mesmo fim.

<R+>
3. No seu dirio, Pedro relatou fatos j acontecidos, por isso os verbos encontram-se no tempo pretrito. Retire do segundo pargrafo do dia 27 esses verbos.
<152>
 4. Voc j sabe que os pronomes pessoais so: eu, tu, ele, ns, vs, eles.
<R->
  Um dirio relata uma experincia pessoal. Veja:

  "No consegui dormir."
  "Preciso com urgncia ser um gnio."
  "Almocei lendo o mini Aurlio."

  Qual dos pronomes voc usaria antes de cada verbo?

<R+>
5. Junte-se a um colega, discutam e reescrevam o trecho abaixo, pontuando-o corretamente e fazendo as modificaes necessrias.
<R->

3 de julho

  Nossa rua tem um problema  o Chico o pai dele  daqueles que no deixam ningum botar o nariz pra fora de casa jogar bola na rua no pode ir no bar tomar sorvete no pode comprar figurinha ali na esquina nem pensar coitado o Chico parece um prisioneiro de guerra...

<R+>
Ricardo Azevedo. *Nossa rua tem um problema*. So Paulo, tica, 1993. (Adaptado para fins didticos.)
<R->
 
<R+>
6. Seu professor vai reescrever o texto na lousa. Compare a sua pontuao com a pontuao do autor.
<R->

*Dicas de leitura*

<R+>
 *Serafina sem rotina*
 Cristina Porto -- Editora 
  tica
  *Um amor grande demais*
 Yolanda Reyes -- Editora FTD
<p>
  *Uma escola assim eu quero pra mim*
 Elias Jos -- Editora FTD
<R->

<153>
 Ortografia

<R+>
1. Copie as frases substituindo as lacunas pelo diminutivo das palavras sublinhadas.
 a) Comprei uma *sandlia* para mim e uma ..... para Ceclia.
 b) Ganhei duas *toalhas* de banho e trs ..... de mo.
 c) A hortnsia tem *folhas* grandes, o manjerico, .....
 d) A *vela* maior  para o candelabro, a .....  para o bolo.
<R->

  Agora, responda.
  O que acontece com o diminutivo das palavras com *l* ou *lh*?

<R+>
2. Leia as palavras e descubra um jeito de separ-las em dois grupos obedecendo a algum critrio. Depois, d nome aos grupos.

 rolha -- filho -- milionrio -- famlia
 orelha -- imobiliria -- mulher
 fornalha -- moblia -- auxlio
 barulho -- coleira -- dlia
 colher -- pirralho -- medalha
 folia -- clios -- pastilha -- Braslia
<R->
  
  Compare o seu trabalho com o de um colega. Usaram o mesmo critrio para formar os grupos?

<154>
Leitura 2

<R+>
1. Voc vai ler trechos extrados de dirios. Junte-se a mais quatro ou cinco colegas e tentem descobrir quem os escreveu. Durante a leitura, busquem e anotem pistas que justifiquem a resposta do grupo. Elejam um representante do grupo para fazer a argumentao das escolhas perante a classe.
<R->
<p>
Dirio A
  
  "Eu sempre fui feia, mas especialmente em alguns dias, eu me via absolutamente horrorosa. No havia jeito dos cabelos se assentarem um pouco e a verruga na ponta do nariz incomodava sobremaneira. Isto sem falar no vestido surrado, que, alm dos remendos, tinha a barra desfiada. E era justamente este detalhe (o do vestido) que me arrasava. No h mulher que suporte, dia aps dia, vestir sempre a mesma roupa. Ainda se fosse possvel jogar um leno colorido em volta do pescoo ou um chapu de organza lils sobre a cabea...
  Mas no s no havia o leno nem o chapu, como ainda me obrigavam a carregar embaixo do brao uma desprezvel vassoura. E acreditavam, os tolos, que eu ainda pudesse voar montada nela.
  Incrvel como as pessoas no levaram em conta as coisas que eu realmente desejava, criando invencionices a meu respeito, que nada tinham na verdade a ver comigo. Quando tudo que eu queria era um simples estojo de maquilagem e um vestido novo bastante colorido, ficavam a imaginar que eu me ocupava em fazer preparados no fogo, usando asas de morcego e olhos de sapo. Logo eu, que morro de medo de barata!
  Tudo isso anda realmente me cansando, e, por mais que queime minhas poucas pestanas, no consigo encontrar uma soluo. Tivesse eu todo o poder que essa gente pensa que tenho, eu me dava uma cara linda, um automvel com motorista e um vestido novo para cada dia do ano. Ah! E fazia sumir, montados na minha desprezvel vassoura, todos esses chatos."

<R+>
Miriam Buaiz. *Confisses de um dirio*. Rio de Janeiro, 
  Bloch, 1994.
<R->

<155>  
<p>
2. Responda.
  Quem escreveu o dirio A?	

DIRIO B 

  "Ufa! Vida cansativa a minha... Acho que, pela milsima vez, fui totalmente arrasado. E logo quando eu j estava me acostumando, e at gostando, de ser um forte apache do oeste bravio, apesar do barulho dos tiros e do incmodo das flechadas.
  Mas, de novo, fui posto ao cho, e olhado com aquele olhar esquisito de $"vem coisa por a$".
  Achei logo que alguma coisa diferente ia acontecer, pois fui de incio separado por cores e logo em seguida por formas. Quando tudo parecia que ia ser melhor definido, meu construtor foi interrompido, devidamente ameaado por um chinelo que se agitava raivoso em sua direo. Durante bastante tempo ele desapareceu por trs de uma montanha de livros, mas assim que foi possvel estava, felizmente, de  volta junto a mim. E a, de uma forma febril, ele comeou a trabalhar. Fui tomando formas variadas, e em fraes de minutos eu me transformava em desafiadores arranha-cus, em simpticas casinhas de telhados vermelhos, ameaadoras fbricas cinzentas, em carros, nibus e caminhes que apressados e poeirentos atravessavam por viadutos e pontes, nem sempre muito firmes.
  Os movimentos eram bruscos e havia muita agressividade no ar. Entretanto, no vou dizer que no tenha sido uma aventura interessante, mas a bem da verdade devo deixar claro que eu preferia mais o forte apache, apesar das flechas no traseiro."

<R+>
Miriam Buaiz. *Confisses de um dirio*. Rio de Janeiro, 
  Bloch, 1994.
<R->

3. Responda.
  Quem escreveu o dirio B?	

<156>
Produo

<R+>
1. Voltem a se reunir em grupos de quatro a seis componentes. Escolham uma personagem e escrevam parte de um dirio como se fossem essa personagem, empregando o pronome *eu*. O texto dever ser desafiador para dificultar a descoberta sobre quem o escreveu. No entanto,  importante incluir algumas pistas para tornar possvel esta concluso.

2. Sigam o roteiro.
 a) Escolham a personagem.
 b) Conversem sobre ela, abordando questes do tipo:
  -- como ;
  -- onde costuma ficar;
  -- quais so as suas aes freqentes;
  -- para que serve;
  -- quem a manuseia, etc.
 c) Criem o texto no rascunho. Dem idias, acrescentem sugestes s idias dos colegas.
 d) Elejam um colega para passar o texto a limpo.
 e) Exponham o trabalho no mural para que possa ser lido pela classe, que dever tentar descobrir qual  a personagem escolhida. 
<R->

<157>
Gramtica

1. Leia.

  Adorei assistir ao treino da Frmula I. Torci bastante para o Rubingho, mas ele s conseguiu largar na sexta fila.
   tarde fui a lanchonete com a turma e levei a minha mquina. O Paulinho apareceu.
  Ele estava demais!

<158>
<p>
<R+>
2. Veja como ficou o *grid* de largada da Frmula 1.

O grid

#,a FILA
 Jean Alesi -- (Frana/
  Benetton-Renault) -- 1 min 22 s 990		
 H. Harald Frentzen -- 
  (Alemanha/Williams-
  -Renault) -- 1 min 23 s 042
     
#;a FILA
 Giancarlo Fisichella -- 
  (Itlia/Jordan-Peugeot) -- 1 min 23 s 066		
 Jacques Villeneuve -- 
  (Canad/Williams-Renault) -- 1 min 23 s 231 		
 
#:a FILA
 Mika Hakkinen -- 
  (Finlndia/McLaren-
  -Mercedes) -- 1 min 23 s 340
<p>	
 David Coulthard -- (GB/
  McLaren-Mercedes) -- 1 min 23 s 347	

#a FILA
 Gerhard Berger --	
  (ustria/Benetton-Renault) -- 1 min 23 s 443
 Ralf Schumacher --	 
  (Alemanha/Jordan-Peugeot) -- 1 min 23 s 603
 	     
#?a FILA
 Michael Schumacher -- 
  (Alemanha/Ferrari) -- 
  1 min 23 s 624	
 Eddie Irvine -- 
  (Irlanda/Ferrari) -- 1 min 23 s 891	
	
#!a FILA
 Rubens Barrichello -- 
  (Brasil/Stewart-Ford) -- 1 min 24 s 177	
 Johnny Herbert -- (GB/
  Sauber-Ferrari) -- 1 min 
  24 s 242	
	
#=a FILA
 Jan Magnussen -- (Dinamarca/
  Stewart-Ford) -- 1 min 24 s 394	
 Damon Hill -- (GB/
  Arrows-Yamaha) -- 1 min 
  24 s 482	
	
#"a FILA
 Shinji Nakano -- (Japo/
  Prost-Mugen-Honda) -- 1 min 24 s 553	
 Jarno Trulli -- (Itlia/
  Prost-Honda) -- 1 min 24 s 567	
	
#*a FILA
 Pedro Paulo Diniz -- (Brasil/
  Arrows-Yamaha) -- 1 min 
  24 s 639	
 Gian Morbidelli --	 (Itlia/
  Sauber) -- 1 min 24 s 735

#,}a FILA
 Milka Salo -- (Finlndia/
  Tyrrell-Ford) -- 1 min 25 s 693	
 Jos Verstappen -- (Holanda/
  Tyrrell-Ford) -- 1 min 25 s 845	

#,,a FILA
 Ukya Katayana	 -- (Japo/
  Minardi-Hart) -- 1 min 26 s 655
 Tarso Marques -- (Brasil/
  Minardi-Hart) -- 1 min 27 s 677

*Jornal de Braslia*, 7/9/1997.
<R->

<159>
  Troque idias com seu professor e colegas e responda.
<R+>
 a) Quem ficou em primeiro lugar no *grid*?
 b) E em oitavo lugar?
 c) Rubinho Barrichello ficou em dcimo primeiro lugar. Em que posio ficou Pedro Paulo Diniz?
 d) E o outro brasileiro?
 e) Quantos pilotos foram relacionados no quadro?
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  *Numerais* so formas de   _
l  representar uma quantidade  _
l  de pessoas ou coisas ou a   _
l  ordem que elas ocupam numa  _
l  srie.                      _
l  O numeral pode ser         _
l  *cardinal, ordinal,         _
l  multiplicativo* ou          _
l  *fracionrio*.              _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Troque idias com seu professor e colegas e responda.
  Qual  a diferena entre 1 e #,o, 22 e #;;o?

<R+>
3. Os numerais esto presentes no nosso dia-a-dia. Veja:
 a) {sade -- 3 dorms 
  (1 suite) 2 vagas -- terrao
  Obras em final de estrutura e alvenaria. Amplamente facilitado direto com a incorporadora 90 mensais a partir de R$912,00. R. Catulo da Paixo Cearense, 256
<p>
  (1 sute) 2 vagas -- terrao -- *Numeral cardinal* -- Indica a quantidade exata de seres e coisas.
 b) #:o passeio ciclstico da cidade. Inscries no IATE Club at o dia 24/06. Pedale nessa idia!
  #:o Passeio :> Numeral ordinal: indica a ordem de seres e coisas numa determinada srie.
 c) R$1,30 Triplo sabor
  sorvete duplo = grtis
  Triplo sabor :> Numeral multiplicativo: indica multiplicao.
<160>
 d) -- Trouxe dez pacotes de figurinha pra vocs dividirem metade pra cada um!
  Metade pra cada um :> numeral fracionrio: indica parte do todo.
  Sala revestida com carpete de madeira e dormitrios com carpete.
  Ampla rea de lazer.
  R. Catulo da Paixo 
  Cearense, 256
  travessa da Rua Carneiro da Cunha

<161>
4. Conhea alguns numerais. O quadro abaixo poder lhe servir como fonte de consulta, sempre que precisar.

_`[{quadro adaptado onde os dados das colunas apresentam-se na seguinte ordem:_`]
 Numeral cardinai _l Numeral ordinal _l Numeral fracionrio _l Numeral multiplicativo
 um _l primeiro _l -- _l -- 
 dois _l segundo _l meio _l metade _l duplo ou dobro
 trs _l terceiro _l tero _l triplo
 quatro _l quarto _l quarto _l qudruplo
 cinco _l quinto _l quinto _l quntuplo
 seis _l sexto _l sexto _l sxtuplo
 sete _l stimo _l stimo _l 
  stuplo
<p>
 oito _l oitavo _l oitavo _l ctuplo
 nove _l nono _l nono _l nnuplo
 dez _l dcimo _l dcimo _l dcuplo
 onze _l dcimo primeiro _l onze avos _l undcimo  
 doze _l dcimo segundo _l doze avos _l duodcuplo 
 treze _l dcimo terceiro _l treze avos _l --
 catorze _l dcimo quarto _l catorze avos _l --
 quinze _l dcimo quinto _l quinze avos _l --
 dezesseis _l dcimo sexto _l dezesseis avos _l --
 dezessete _l dcimo stimo _l dezessete avos _l --
 dezoito _l dcimo oitavo _l dezoito avos _l --
 dezenove _l dcimo nono _l dezenove avos _l --
 vinte _l vigsimo _l vinte avos _l --
 trinta _l  trigsimo _l trinta avos _l --
<p>
 quarenta _l quadragsimo _l quarenta avos _l --
 cinqenta _l qinquagsimo _l cinqenta avos _l --
 sessenta _l sexagsimo _l sessenta avos _l --
 setenta _l septuagsimo _l setenta avos _l --
 oitenta _l octogsimo _l oitenta avos _l --
 noventa _l nonagsimo _l noventa avos _l --
 cem _l centsimo _l centsimo _l cntuplo

<162>
5. Copie os numerais abaixo de acordo com as etiquetas.

 vinte  segundo  quadragsimo  duplo			
 tero  dezessete  centsimo  cem			
 qudruplo  metade  dobro  dez
 oitocentos  sxtuplo  trigsimo  meio			

Etiqueta a: cardinais  
 Etiqueta b: ordinais	  
 Etiqueta c: multiplicativos  	
 Etiqueta d: fracionrios

6. Copie os numerais abaixo e escreva-os por extenso.
 a) 7 	
 b) 2 	
 c) 18 	
 d) 315		
 e) #,c  	
 f) 50	
 g) 9	
 h) 23	
 i) 43	
 j) #,b 	
 l) #,d 	
 m) 60
			
7. Leia as frases, copie os numerais em destaque e classifique-os.
 a) Coloque *duas* colheres de acar e o *dobro* de farinha.
 b) *Metade* dos participantes foram aprovados.
 c) Foi noticiado o nascimento de *quntuplos* em Salvador.
 d) Amanh, meu av completa *sessenta* anos.
 e) Fiquei em *segundo* lugar no torneio de natao.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
     
Fim Segunda Parte
